sexta-feira, 11 de abril de 2014

Governo empenhado em "novos sucessos" nas exportações - Machete

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, garantiu hoje em Seul que o Governo está empenhado em "trabalhar ao máximo" para as empresas portugueses alcançarem "novos sucessos" nas exportações, à semelhança dos últimos dois anos.
O governante falava na abertura de um fórum empresarial entre empresas portuguesas que o acompanham na visita oficial à Coreia do Sul, que termina esta sexta-feira, e a Associação de Comércio Internacional da Coreia (KITA, na sigla internacional), congénere da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que também participou na sessão.
Rui Machete apresentou a atual situação económica e financeira de Portugal, mencionando o crescimento da economia de 1,3 por cento, no final do ano passado, a "recuperação gradual" da procura interna e a "descida consistente" do desemprego, que apesar disso ainda se "mantém demasiado elevado".

O governante salientou depois que as exportações "continuam a aumentar", referindo que "depois de terem batido todos os recordes em 2012, as exportações portuguesas tiveram novamente o seu melhor ano em 2013, com um crescimento anual consolidado de 4,6%", subindo aos 7,7% quando se exclui o comércio com os países da União Europeia.

"Estamos determinados a trabalhar o máximo que conseguirmos, ajudando as empresas portuguesas nos seus esforços de internacionalização, para fazer de 2014 outra história de sucesso em termos de exportações", sublinhou.

Machete recordou também o "vasto número de reformas estruturais" no mercado de trabalho, saúde e justiça, o "programa ambicioso de privatizações, que tem sido, até agora, um enorme sucesso".

"Estas conquistas foram reconhecidas pelos mercados financeiros e Portugal tem consistentemente reconquistado a sua confiança e o acesso ao financiamento normal, com as condições de financiamento a melhorar", disse.

As taxas de juro, acrescentou, "mantêm uma tendência de queda, estando agora a ser negociadas abaixo dos quatro por cento, o nível mais baixo" em quatro anos.

Sobre as relações com Seul, o governante português apelou ao reforço dos laços económicos entre os dois países: "O comércio bilateral entre Portugal e a Coreia do Sul tem uma enorme margem de crescimento", considerou o ministro.

No ano passado, as trocas comerciais entre Lisboa e Seul representaram pouco mais de três milhões de euros, números "modestos", mas que refletem um crescimento das exportações e importações, o que considerou ser "um sinal promissor".
Rui Machete destacou que o setor privado tem demonstrado uma "impressionante capacidade imaginação e capacidade para se adaptar a novos desafios, ao aumentar as quotas de mercado e encontrando novos mercados estrangeiros".

A AICEP e a sua congénere sul-coreana assinaram hoje um memorando de entendimento com o intuito de promover o comércio e a indústria e desenvolver a cooperação económica.

Vendas DOC Douro ultrapassam os 100 milhões de euros

Comercialização cresce em nove dos 10 principais mercados em 2013


Os vinhos DOC Douro fecharam 2013 com um valor de vendas superior a 100 milhões de euros (101, 8M€), mais 12,2 por cento do que no ano anterior.
Nove dos dez principais mercados cresceram em volume de negócios, com Portugal na liderança seguido pelo Canadá e Angola. No total, a comercialização dos DOC Douro cresceu, além do valor, quer em quantidade, com um aumento de 9,7 por cento, quer ao nível do preço por litro, que registou uma subida de 2,3 por cento. A quota de exportação manteve-se acima dos 40 por cento (40,9% em valor e 40,1% em quantidade). Os DOC Douro tintos continuam a deter a maioria do mercado, com quase 80 por cento (79,2%).

No âmbito dos dez principais mercados, o francês, que ocupa a 9ª posição, foi o que mais cresceu na generalidade com um aumento do volume de negócios superior a 40 por cento (41,2%), mais 25 por cento de caixas vendidas (25,2%) e quase 13 por cento de aumento no preço por litro (12,8%).

Para o presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), “os vinhos da Região Demarcada do Douro estão a aumentar a sua quota de terreno internacional de uma forma muito interessante. Mais do que a quantidade, estes resultados demonstram que os DOC Douro estão a crescer em notoriedade e valor a um ritmo sustentável”, conclui Manuel de Novaes Cabral.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Quando soarem as 12 badaladas vão saltar milhões de rolhas de cortiça nacionais

As rolhas de champanhe representam 19% do total exportado. França, EUA e Itália são os principais mercados.
 
Milhões de rolhas de cortiça portuguesas vão saltar das garrafas de champanhe um pouco por todo o mundo quando soarem esta madrugada as 12 baladas. Grande parte da produção do território português tem como destino o mercado externo e só as rolhas de champanhe representam 19% do total das rolhas exportadas, o equivalente a 109 milhões de euros.

O mercado francês lidera o consumo de rolhas de champanhe (27 milhões de euros) e em segundo lugar surge a Itália (22 milhões de euros). "Estas épocas festivas representam noites emblemáticas para a cortiça. A cortiça está muito ligada a celebrações e, como é natural, na noite da passagem de ano vão saltar das garrafas milhões de rolhas de cortiça portuguesas", refere ao i o presidente da Associação Portuguesa de Cortiça (APCOR), João Rui Ferreira.

Mas não é só deste segmento que vive o sector. Portugal é o líder mundial no que diz respeito às exportações de cortiça, com esta indústria nacional a pesar quase 65% do total. Segundo os últimos dados disponibilizados pela associação, Portugal exportou 845 milhões de euros no ano passado. Para este ano, a APCOR prevê um ano de estabilização. "Julgamos que vamos assistir a um crescimento moderado, na ordem de 0,5% a 1%, o que reflecte o nível de mundial de produção de vinhos, que foi baixo em 2012", refere João Rui Ferreira.

O responsável admite que o sector "está pouco ou nada exposto ao mercado interno", já que exporta mais de 95% da sua produção e, como tal, "a crise nacional não teve um efeito muito visível no negócio".

40 milhões de rolhas por dia A Europa é o principal destino das exportações de cortiça, absorvendo 54% do total. França lidera o ranking (19,5%), seguida pelos Estados Unidos (16,4%), por Espanha (10,7%), Itália (9,6%) e Alemanha (9,3%).

O principal sector de destino dos produtos de cortiça é a indústria vinícola, que absorve 68,4% do que é produzido, seguido pela construção (31%). As rolhas de cortiça continuam a liderar as exportações portuguesas com um peso na ordem dos 68%, correspondente a 578 milhões de euros. A França é o principal país consumidor de rolhas naturais (99 milhões de euros), seguido pelos Estados Unidos (73 milhões de euros).

O sector conta actualmente com 600 empresas, que produzem 40 milhões de rolhas de cortiça por dia (35 milhões são produzidos no Norte do país) e empregam cerca de 8 mil trabalhadores. Portugal lidera a produção mundial de cortiça, concentrando 34% da área mundial do montado de sobro, o correspondente a uma área de 736 mil hectares e 23% da floresta nacional. Só o Alentejo detém 84% do total nacional.

"Guerra" ao plástico Conquistar mercados aos vedantes de plástico continua a ser um dos objectivos da associação. "É uma batalha que está longe de está ganha. Apesar de sentirmos alguns sinais de recuperação, já que cortiça tem vindo a reconquistar quota de mercado aos seus concorrentes, temos a noção de que ainda há muito a recuperar", diz João Rui Ferreira, admitindo, no entanto, que "algumas caves que usavam plástico e cápsulas de alumínio regressaram à cortiça".

A ideia, de acordo com o responsável, é mostrar que a rolha de cortiça pode ser associada a todo o tipo de vinhos e que os problemas técnicos que se verificaram em 2000 - e que ficaram conhecidos como o "gosto a rolha" - já foram ultrapassados. E isso, segundo o mesmo, é visível nas preferências dos consumidores, já que 90% revelam que prefere este vedante.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Exportações aumentam 5,8% e importações 3,6% no 3.º trimestre

As exportações portuguesas aumentaram 5,8% e as importações subiram 3,6% no terceiro trimestre, face ao mesmo período de 2012, tendo o défice da balança comercial recuado 137,3 milhões de euros, divulgou, esta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística.

Segundo os dados do comércio internacional (total do comércio intra e extra-União Europeia) de bens do Instituto Nacional de Estatística (INE), esta evolução traduziu-se num aumento da taxa de cobertura de 1,6 pontos percentuais (p.p.), para 81,3%, no terceiro trimestre.
 
No conjunto dos três primeiros trimestres de 2013, e relativamente ao mesmo período do ano anterior, as exportações aumentaram 4,0% e as importações registaram uma variação nula, determinando uma taxa de cobertura de 84,1%.

Já considerando apenas o mês de setembro deste ano, e face ao mês homólogo de 2012, as exportações de bens aumentaram 9,8% e as importações de bens 3,7% (respetivamente -0,5% e -3,8% em agosto de 2013).

De acordo com o INE, o aumento das exportações em setembro foi "devido à evolução quer do comércio intra-UE quer do extra-UE" e refletiu acréscimos na quase totalidade dos grupos de produtos, com destaque para os combustíveis minerais.

Quanto às importações, aumentaram 3,7% face a setembro de 2012, pois o acréscimo no comércio intra-UE (em quase todos os grupos de produtos, mas sobretudo nos veículos e outro material de transporte, metais comuns e produtos químicos) "mais que compensou" a redução do comércio extra-UE (fundamentalmente dos combustíveis minerais).

Analisando as variações mensais, em setembro as exportações aumentaram 18,7% face a agosto, em resultado principalmente da evolução do comércio intra-UE e as importações aumentaram 14,4%.

Segundo nota o INE, "no mês de setembro o comércio internacional regista tradicionalmente acréscimos face ao mês anterior, devido à paragem de laboração de algumas empresas no período de férias (agosto)".

Considerando apenas o comércio intra-UE, no terceiro trimestre as exportações aumentaram 6,0% e as importações 6,1%, face ao período homólogo de 2012, a que corresponde um défice de 2.019,7 milhões de euros e uma taxa de cobertura de 80,0%.

Em setembro, as exportações aumentaram 6,8% face ao mesmo mês de 2012, enquanto as importações aumentaram 6,3%.

Em relação ao mês anterior, as exportações aumentaram 25,7% em setembro de 2013 e as importações aumentaram 20,6%.

No que respeita ao comércio extra-UE, no terceiro trimestre e face ao período homólogo de 2012, as exportações aumentaram 5,4% e as importações diminuíram 1,9%, a que correspondeu um défice de 644 milhões de euros e uma taxa de cobertura de 84,6%.

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 6,0% e as importações diminuíram 4,0%, face ao período homólogo.

O saldo da balança comercial, com exclusão deste tipo de produtos, atingiu um excedente de 1.219,2 milhões de euros, a que correspondeu uma taxa de cobertura de 170,3%.

Considerando apenas o mês de setembro, as exportações para os países terceiros aumentaram 17,6% face a setembro de 2012 e as importações diminuíram 2,2%, tendo evoluído 4,8% e 1,3%, respetivamente, face a agosto.

Numa análise por grandes categorias económicas, no terceiro trimestre destacam-se os acréscimos homólogos nas exportações de combustíveis e lubrificantes (+29,7%), bens de consumo (+7,1%) e máquinas e outros bens de capital e seus acessórios (+5,8%).

No mesmo período, salientam-se os aumentos nas importações de produtos alimentares e bebidas (+5,3%), combustíveis e lubrificantes (+4,6%) e máquinas, outros bens de capital e seus acessórios (+4,5%).

Número recorde de empresas portuguesas levam o vinho esta semana a Xangai

Um número recorde de cerca de 70 empresas portuguesas vinícolas e alimentares participa numa grande feira internacional do setor em Xangai, a partir da próxima quarta-feira, ao lado de mais de mil expositores de dezenas de países.

É a maior participação portuguesa na "Food and Hospitality China" (FHC China), certame que vai já na 17ª edição, e parece confirmar o crescente interesse das empresas de Portugal pelo maior mercado do mundo.

Nos últimos quatro anos, as exportações de vinhos portugueses para a China triplicaram, somando 8,494 milhões de euros no primeiro semestre de 2013. Se a tendência se mantiver, no final deste ano, o volume total deverá atingir cerca 17 milhões de euros, contra apenas 8,5 milhões em 2010.

A participação recorde de empresas portuguesas na "FHC China 2013" coincide com o anunciado empenho do governo chinês de converter o consumo interno no novo motor do crescimento económico do país e aumentar as importações, aproveitando a acentuada valorização do yuan face ao euro e ao dólar norte-americano.

Segunda economia mundial, logo a seguir aos Estados Unidos, a China continua a crescer acima dos 7,5% ao ano e possui as maiores reservas cambiais do planeta, estimadas, em setembro passado, em 3,66 biliões de dólares (2,65 biliões de euros).
A "FHC China 2013" decorre até à próxima sexta-feira.

Na edição do ano passado, que reuniu 1.500 expositores de 70 países e regiões, o certame atraiu cerca de 30.000 profissionais do setor.

VINHOS DE LISBOA são os mais consumidos na Noruega

Os noruegueses procuram, cada vez mais, os vinhos portugueses e a prova disso é o 8º lugar alcançado por Portugal no ranking de países exportadores para aquele mercado, resultados que têm vindo a aumentar de ano para ano e que, em 2012, registaram um valor de cerca de 2 milhões e 300 mil litros comercializados.
Segundo dados da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa), os vinhos desta região são os que mais têm contribuído para colocar Portugal no ranking dos grandes exportadores para a Noruega.

“Em 2012, ano de algum crescimento, 61 por cento do total de vinhos portugueses exportados para a Noruega foram da Região de Lisboa, que, ao todo, comercializou mais de 1 milhão e 400 mil litros”, afirma Vasco d’Avillez, presidente da CVR Lisboa.

O consumo de vinhos portugueses na Noruega tem crescido, sobretudo, no segmento de brancos, onde se registou um aumento de 17,3 por cento nos primeiros 6 meses de 2013 face ao período homólogo anterior.

“As exportações dos Vinhos de Lisboa acompanham esta tendência de crescimento dos vinhos portugueses, com um grande aumento no consumo dos vinhos brancos, mas a nossa grande base de negócio continua a ser o vinho tinto”, mantendo uma presença que vem dos anos 50, quando ambos os países pertenciam à EFTA, explica o responsável.

O perfil do consumidor norueguês justifica esta tendência nos hábitos de consumo, uma vez que prefere bebidas com um menor teor alcoólico.

“O consumidor norueguês é cada vez mais cuidadoso com o teor alcoólico do vinho e esse perfil permite-nos prever algumas tendências de consumo. É esperado que, no médio e longo prazo, as vendas de vinho tinto baixem alguma coisa e que as vendas de brancos, sobretudo, e depois de rosés e espumantes aumentem”, refere Vasco d’Avillez.

Esta tendência pode ser mais um fator de sucesso para os Vinhos de Lisboa, uma vez que é uma das duas únicas regiões portuguesas que produz vinho leve, um vinho que tem um teor alcoólico baixo, entre 9 e 10ºgraus.

O vinho português mais vendido da Noruega é, também ele, da região de Lisboa, sendo que o Vidigal Reserva 2010, vinho tinto, ocupa o 15º lugar no ranking dos 20 vinhos de garrafa best-sellers neste mercado.

Uma vez que os vinhos da região de Lisboa são os que mais contribuem para os resultados das exportações, conseguidas pelos vinhos portugueses na Noruega, a CVR Lisboa vai receber entre hoje, segunda-feira, dia 11 de novembro, e a próxima sexta-feira, dia 15, a equipa de compradores de vinho do monopólio da Noruega que estão interessados em aumentar o volume de importação destes vinhos no seu mercado.

Durante os 5 dias da visita são 9 os produtores da CVR Lisboa que os Compradores do Monopólio identificaram para serem visitados.

No dia 14, quinta-feira, será feita por estes técnicos uma Prova de cerca de 100 vinhos de mais de 20 produtores da Região Lisboa, com a qual se encerra a visita.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Vinhos de Lisboa vencem troféus de melhor produtor português na China

‘CHINA WINE & SPIRIT AWARDS’ - DOS 4 TROFÉUS ENTREGUES A VINHOS PORTUGUESES 2 SÃO DA REGIÃO DE LISBOA
A Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa) viu um dos seus produtores ser galardoado com o troféu de melhor produtor de vinho português no ‘China Wine & Spirit Awards’, que tornou agora públicos os resultados do concurso que se realizou entre 9 e 11 de Setembro.
A Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa) viu um dos seus produtores ser galardoado com o troféu de melhor produtor de vinho português no ‘China Wine & Spirit Awards’, que tornou agora públicos os resultados do concurso que se realizou entre 9 e 11 de setembro.

 Dos 4 troféus entregues aos vinhos portugueses no concurso, 2 pertencem à região de Lisboa, que, para além de trazer para Portugal o reconhecimento da DFJ – Vinhos, SA como melhor produtor de vinho português, venceu, ainda, o troféu vinhos de Lisboa, graças ao agente económico Parras Vinhos – Produção e Distribuição Unipessoal, Lda.

 A DFJ – Vinhos, SA venceu o troféu de melhor produtor português com o ‘Portada’, vinho tinto 2010 regional Lisboa e o Parras Vinhos foi distinguido com o troféu Vinhos de Lisboa com o Mula Velha, vinho tinto 2011 regional Lisboa.

 Das 30 distinções da CVR Lisboa, 2 dizem respeito a troféus, 7 medalhas de duplo ouro, 7 de ouro, 11 de prata e 3 de bronze.
 O ‘China Wine & Spirit Awards’ contou com a presença de vinhos provenientes de mais de 35 países que foram avaliados por um painel composto por mais de 100 jurados, entre eles compradores de vinho, importadores, distribuidores, retalhistas e sommeliers.

Os vinhos portugueses foram reconhecidos com 4 troféus, 16 medalhas de duplo ouro, 39 de ouro, 34 de prata e 12 de bronze.